Condomínios estão se adaptando com espaço de lazer e banho para Pets

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  • Post last modified:7 de fevereiro de 2022
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou que nenhum condomínio pode limitar a criação de animais em apartamentos.

A decisão também diz respeito ao trânsito de animais de estimação, que agora não podem mais ser limitado, possibilitando o uso de elevadores, áreas comuns e corredores, desde que não apresentem risco a terceiros, risco higiênico ou de saúde dos outros moradores. Sobre o limite de animais em um apartamento, fica a cargo das legislações municipais determinar a quantidade máxima. Na cidade de São Paulo, por exemplo, é permitido até 10 animais em um apartamento.

Condomínios se adaptam aos Pets

Em paralelo com a determinação da justiça, vários residenciais já tratam com normalidade o acesso de cães e gatos às áreas comuns, e investem em espaços de convivências para Pets como Pet Places, espaços para adestrar os animais com pneus, gangorras e gramado para corridas. Piscinas para cachorros, serviços de Banho e tosa, e áreas exclusivas para passeio.

Quais são os seus direitos como tutor? 

O primeiro e mais importante direito a se entender é que você não pode ser proibido de ter um cachorro em apartamento!  A Constituição Federal (Art. 5º, XXII e Art. 170, II) assegura ao cidadão o direito de manter animais em casa ou apartamento, desde que a sua permanência não atrapalhe ou coloque em risco a vida de outros moradores.

Além disso, você tem o direito de passear com seu cachorro em áreas comuns. Seguindo a lógica anterior, se o seu animal não representa um risco à saúde, ao sossego e à segurança dos demais moradores do condomínio, ele não deve ficar restrito ao apartamento e pode, sim, transitar em áreas como o pilotis, recepção e demais áreas comuns do prédio. Impedir esse acesso vai contra o direito de “ir e vir”, respaldado no Art. 5º da Constituição.

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Outro ponto que vai de encontro a este, é a proibição de animais em elevadores – algo bastante comuns em casos de cachorro em apartamento. O mesmo Art. 5º da Constituição Federal garante ao condômino ou seus visitantes a permissão de uso do elevador com seu animal. Ou seja, caso o seu condomínio tenha regras como a obrigatoriedade do uso de escadas pelos condôminos que possuem animais, ou ainda que seja necessário levar o animal no colo em caso do uso do elevador, você deve saber que essas situações se aplicam ao tópico de constrangimento ilegal (Art. 146 do Decreto-lei Nº 2.848/40) e até mesmo de maus tratos (Art. 32 da Lei Nº9.605/98 e art. 3º, I do Decreto Nº24.645/34).

Ainda outra exigência que os condomínios não podem fazer é que seu cachorro utilize focinheira, caso não seja comprovado que ele representa perigo a terceiros, sendo essa obrigatoriedade enquadrada, também, no crime de maus tratos. 

Por fim, além de proibições ilegais, caso haja algum tipo de ameaça ao seu animal (como o envenenamento), você tem o direito de abrir um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima, alegando constrangimento ilegal (Art. 146 do Decreto-lei Nº 2.848/40), ameaça (Art. 147 do Decreto-lei Nº 2.848/40) e/ou maus tratos  (Art. 32 da Lei Nº9.605/98 e art. 3º, I do Decreto Nº24.645/34).

Quais são os seus deveres como tutor? 

No entanto, está claro que nem só de direitos um tutor vive: ao decidir ter um cachorro em apartamento, você também passa a ter uma lista de deveres que visam criar e manter uma boa relação entre você e seus vizinhos. Vamos passar por cada um deles agora!

Como tutor, você deve manter o seu cachorro sempre próximo ao corpo, utilizando uma guia curta, quando estiver nas áreas comuns do prédio, acompanhado por outros moradores. Isso é importante, pois o é de responsabilidade a segurança dos outros residentes (Art. 10 da Lei Nº 4.591/64 e Art. 1.277, Art. 1.335 e Art. 1.336, IV da Lei Nº 10.406/02). Nesse mesmo sentido, caso seu cão seja de grande porte ou apresente algum tipo de comportamento agressivo, você deve optar pelo uso de focinheira (Art. 10 da Lei Nº 4.591/64 e Art. 1.277, Art. 1.335 e Art. 1.336, IV da Lei Nº 10.406/02). 

Outro ponto importante quando em áreas comuns do prédio é que é seu dever  limpar todos os dejetos de seu cão. Esse é um comportamento de extrema importância não apenas pensando no incômodo de outros condôminos, mas também no fato de que estes dejetos são potencialmente perigosos em transmissão de doenças (Art. 10 da Lei Nº 4.591/64 e Art.1.336, IV da Lei Nº 10.406/02). 

É sempre bom também lembrar sobre o respeito ao próximo. Por isso, se você tem conhecimento de algum vizinho que tenha medo de animais, tente evitar entrar no elevador ao mesmo tempo que ele, e procure sempre manter seu cão em guia curta para evitar desconfortos. Aproxime-se apenas com autorização e não deixe seu cachorro sozinho em áreas comuns do prédio, principalmente na presença de crianças pequenas! 

Ainda pensando em questões de convivência, ao decidir criar um cachorro em apartamento, é preciso que você mantenha seu ambiente sempre limpo (evitando odores), além de treinar seu animal para que não existam latidos e barulhos incessantes, que podem incomodar quem vive no mesmo prédio que você e causar queixas.