Escolas particulares de São Paulo vão notificar casos de crianças não vacinadas, afirma sindicato

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  • Post last modified:31 de janeiro de 2022
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Segundo o SIEEESP, que abrange mais de 11 mil escolas particulares no estado de SP, a comprovação da vacina contra a covid também será exigida. “Vamos dar um prazo para a família se regularizar. Caso contrário, notificaremos o Conselho Tutelar, o Ministério Público e órgãos da vigilância sanitária”, afirmou

Foi publicado no Diário Oficial, uma nova resolução da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo que determina que estudantes da rede estadual apresentem o comprovante de vacinação contra a covid-19 durante o segundo bimestre de 2022. Isso porque as escolas têm a obrigação de informar o Conselho Tutelar caso os pais não apresentem o documento. 

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A regra vale para as escolas estaduais de São Paulo. No entanto, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (SIEEESP), afirmou à CRESCER que também vai exigir a comprovação vacinal. “O procedimento das escolas particulares será o mesmo da Seduc. Vamos incentivar, esclarecer sobre a vacina e, se no fim do bimestre alguém não tiver sido vacinado, vamos dar um prazo para a família se regularizar. Caso contrário, notificaremos o Conselho Tutelar, o Ministério Público e órgãos da vigilância sanitária”, afirmou um porta-voz.

O SIEEESP abrange mais de 11 mil escolas particulares em todo o estado de São Paulo, o que corresponde a cerca de 2,5 milhões de alunos. “Mas não proibiremos a criança de frequentar as aulas, somente faremos as notificações, que é a mesma coisa que a Seduc está fazendo”, completou. Os alunos sem imunização não podem ser impedidos de frequentar a escola, no entanto, a instituição é obrigada a fazer a notificação aos órgãos competentes.

Vacinação de crianças

O estado de São Paulo atingiu a marca de mais 500 mil crianças, de 5 a 11 anos, vacinadas contra a covid-19 na última quarta-feira (26). Segundo o vacinômetro infantil, disponível no site Vacine Já, 515.255 doses já foram aplicadas nessa população, sendo assim, 12,86% da população entre 5 e 11 anos foi imunizada com pelo menos a primeira dose. Os números foram revelados durante a coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (26).

Em dezembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a vacinação contra o coronavírus de crianças de 5 a 11 anos de idade, com o imunizante da farmacêutica Pfizer e intervalo de oito semanas entre as doses. No último dia 20 de janeiro, foi aprovada a vacina CoronaVac para crianças e jovens de 6 a 17 anos, com intervalo de 28 dias entre as doses. De acordo com o governador de São Paulo, João Doria, foram distribuídas 4 milhões de doses da CoronaVac para os 645 municípios do estado. No estado de SP, a vacinação já começou. O pré-cadastro para a imunização de crianças dessa faixa etária deve ser feito através do site Vacina Já, que agiliza o atendimento nos postos de saúde.

Fonte: SIEEESP