O trabalho do diretor escolar e as complexidades da pandemia

  • Post author:
  • Post last modified:26 de agosto de 2021
  • Reading time:3 mins read

Apesar de termos consciência desses pontos fundamentais relacionados ao trabalho nas escolas, sabemos também que, em sua rotina, o diretor escolar é quase que um “bombeiro”, que passa o dia “apagando incêndios” em suas mais variadas formas.

Além disso, quando pensamos no dia a dia de escolas que estão atendendo presencialmente, temos aí uma série de demandas típicas da direção como solicitação de compra de material para professores; tentativas de manter contato com pais e responsáveis por meio de números que em boa parte das vezes eles não atendem; planejamento de gastos; lidar com a prestação de contas sobre as verbas executadas, e muito mais.

Para tornar tudo ainda mais complexo, em tempos de pandemia os gestores estão chegando ao limite: nunca trabalharam tanto e foram tão cobrados como nesse último ano e meio. A realidade das aulas remotas trouxe uma série de novas responsabilidades, como a profusão de links de formulários para preencher; reuniões frequentes com representantes das áreas da Educação e da Saúde; intervenções no espaço escolar para adequação de protocolos; necessidade da realizarmos a busca ativa de alunos faltosos; entre outras demandas. 

Com todos esses “incêndios” ocorrendo quase que simultaneamente, diretores e diretoras escolares precisamos ter consciência de que simplesmente não vamos conseguir responder a todas essas demandas sozinhos. A solução para isso, mais do que nunca, está em descentralizar decisões e estabelecer parcerias no próprio entorno escolar. Afinal, várias dessas demandas citadas anteriormente podem ser atendidas em parceria com pessoas da comunidade. Basta, para isso, ampliarmos a participação e o poder de decisão dessas pessoas – o que nos leva, então, aos territórios educativos. 

Fonte: Nova Escola